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Málaga FC: Uma noite de sonho e mil de pesadelo

Posted in Do Malta by xicopati on 20/02/2013

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O sonho durou apenas dois anos.

Após ter realizado a melhor temporada de sua história em 2011/2012, ao se classificar pela primeira vez na Liga dos campeões, o Málaga afirmou ter sido, antes do jogo de ida das oitavas de final realizado ontem no Porto, o bode expiatório do fair-play financeiro.

Dívidas atrasadas fizeram com que, no dia 22 de dezembro do ano passado, a UEFA suspendesse o Málaga das próximas edições das copas europeias caso o clube espanhol se classifique nas próximas quatro temporadas. Os dirigentes aguardam ainda o julgamento do recurso impetrado no Tribunal arbitral do esporte.

Em 2010, a chegada inesperada de um investidor com o bolso cheio de petrodólares seguida de uma enroxada de contratações razoavelmente relevantes, tiraram o Málaga de seu torpor.

Em quase 110 anos de existência, o retrospecto do clube andaluz nunca foi motivo de orgulho: campeão por quatro vezes da segunda divisão e uma Copa intertoto. Atualmente na quarta colocação no campeonato espanhol, o clube malaguenho está mergulhado em um terrível paradoxo. De um lado resultados inéditos e do outro salários atrasados e atraso na pagamento das contratações realizadas no início do mandato árabe (58,3 milhões de euros gastos) os quais prometiam uma era de prosperidade ao pequeno clube espanhol.

As dezenas de milhões de euros que vinham dos gasodutos do Emirado direto para os cofres do clube de Málaga, desde de sua venda em 2010 para o Sheik Abudllah Bin Nasser Al-Thani no valor de 38 milhões de euros, foram em vão. Os andaluzes apostaram no cavalo errado do pequeno emirado do Golfo pérsico o qual não falta, entretanto, generosos homens de negócio. Ao contrário de seu longínquo parente, o príncipe herdeiro Saud Bin Abdulrahman Al Thani, que gasta fortunas no Paris Sanit Germain, o proprietário do Málaga decidiu no meio do ano passado parar de investir no clube espanhol.

A mudança radical na política financeira do Sheik, “o anjo caído do céu”, assim chamado pelos torcedores na sua chegada, levou o clube ao pesadelo. Os 26 milhões de euros ganhos com as vendas de Cazorla, Rondon e Mathijsen foram preciosos. O sheik apareceu na Costa del Sol apenas duas vezes, porém insiste que ainda pretende continuar investindo no Málaga, apesar de ter vendido o zagueiro Monreal para o Arsenal por 12 milhões de euros.

José Malo Pérez, jornalista do Malaga Hoy, se mostrou pessimista: “O Málaga terá que sobreviver com seu próprio dinheiro e isso significa vender seus melhores jogadores como Isco e Toulalan.”

Se o amor dos torcedores pelo Sheik ainda está em alta, Malo Perez já observa uma certa reviravolta: “Parte da torcida acha que o Sheik está se escondendo e fugindo de suas responsabilidades”. O treinador chileno Manuel Pellegrini, espécie de guru do clube, é a única esperança andaluz. Ele terá que usar toda a sua mágica para evitar que o Málaga entre na lista preocupante dos clubes da Liga que encontram-se na beira da falência como Valencia, Getafe, Osasuna e Betis.

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