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As 10 finais inusitadas da Liga dos Campeões

Posted in Champions League, Curiosidades, Fotos by xicopati on 19/05/2012

Hoje acontece em Munique a grande final da competição mais prestigiosa do continente europeu. O mundo do futebol sonhava com uma final Barça x Real. Mas o destino e os Deuses do futebol escolheram o Bayern de Munique (dono da casa) e Chelsea. Entretanto, não é a primeira vez que uma final inesperada acontece na Champions. Leia, abaixo, a coletânea das 10 finais imprevistas desta glamorosa competição.

1 –  Steaua Bucareste x Barcelona (1986)


Helmuth Duckadam, goleiro efêmero de “estrela” de Bucareste (ele encerrou sua carreira depois de um acidente de motosserra e alguns maus tratos praticados pela polícia política romena), foi o nome do jogo.

No dia 7 de maio de 1986, em Sevilha, o goleiro do Steaua fechou o gol e contribuiu para a conquista do inédito troféu da Champions do time da Romênia, sendo o primeiro país do Leste europeu a levar a mais prestigiosa competição do velho continente.

Foi também a primeira temporada depois da tragédia de Heysel. Sem os ingleses, o Barça, o Bayern e a Juventus eram os grandes favoritos. Apenas o time catalão conseguiu chegar na final. Do outro lado, o time romeno vinha pressionado pelo ditador Nicolas Ceaucesco que almejava a todo custo esta conquista inédita. Laszlo Böloni e suas colegas seguraram o gigante catalão por longos 120 minutos. Nos pênaltis, o goleiro Duckadam se transformou no grande herói da pátria romena do então ditador sanguinário.

Steaua Bucareste

Helmuth Duckadam ; Ştefan Iovan, Miodrag Belodedici, Adrian Bumbescu, Ilie Bărbulescu ; Gavril Balint, Lucian Bălan (75′ Anghel Iordănescu), László Bölöni, Mihail Majearu ; Marius Lăcătus, Victor Piţurcă (107′ Marin Radu)
Técnico: Emeric Jenei

Barcelona

Urruti ; Gerardo Miranda, Migueli, José Ramón Alexanko, Julio Alberto Moreno ; Víctor Muñoz, Marcos Alonso, Bernd Schuster (85′ José Moratalla), Ángel Pedraza ;Steve Archibald (106′ Pichi Alonso), Francisco José Carrasco
Técnico : Terry Venables

2 – Nottingham Forest x Malmö (1979)

Não se assustem, estamos falando sim da mais prestigiosa competição europeia! Em maio de 1979, as quartas de final era composta por: Nottingham Forest x Grasshopper Zürich, FC Colônia x Glasgow Rangers, Wisla Cracovia x Malmö e Áustria Viena x Dínamo Dresde.

Em janeiro, o atual campeão Liverpool foi eliminado pelo vizinho de Nottingham, treinado pelo lendário Brian Clough. No mesmo período, foi a vez da Juventus de Turim e do Real Madrid serem eliminados. Nesta edição da Champions totalmente maluca, a final se dá entre o time de Brian Clough contra o pequeno sueco Malmö. Final esta realizada no estádio Olímpico de Munique, no dia 30 de maio de 1979.

Os ingleses eram conhecidos pela frieza dentro de campo. Clough não apreciava tal afirmativa e respondia com seu famoso “É o nosso jogo e nosso sistema. Não impedimos que as pessoas façam a mesma coisa”. Ao término de uma final tecnicamente fraca (Forest disputava o seu septuagésimo sexto jogo da temporada), Trevor Francis fez o único gol do jogo, aos 45’, dando o título para o time da cidade de Robin Wood.

Nottingham Forest

Peter Shilton ; Viv Anderson, Larry Lloyd, Kenny Burns, Frank Clark, Trevor Francis, John McGovern, Ian Bowyer, John Neilson Robertson ; Tony Woodcock, Garry Birtles

Técnico: Brian Clough

Malmö FF

Jan Möller ; Roland Andersson, Kent Jönsson, Magnus Andersson, Ingemar Erlandsson ; Staffan Tapper (36′ Claes Malmberg), Anders Ljungberg, Robert Prytz, Jan Olov Kinnvall ; Tommy Hansson (83′ Tommy Andersson), Tore Cervin
Técnico: Bob Houghton

3 – PSV Eindhoven x Benfica (1988)


O PSV Eindhovem se deu o luxo de conquistar a Champions sem vencer nenhum jogo a partir das quartas de final. Algo absolutamente incomum! A final de 1988 ficou marcada por dois times medíocres. O PSV não representava a imagem romântica do futebol holandês.

Paradoxal, pois a seleção holandesa brilhou algumas semanas depois na Euro disputada na Alemanha. O PSV, liderado por Éric Gérets e Jan Heintze, eliminou nas semifinais o forte Real Madrid com um futebol pragmático. Em Stuttgart, a fastidiosa final foi decidida nos pênaltis. O goleiro do PSV, Hans Van Breukelen, agarrou a sexta cobrança do Benfica e deu o título aos holandeses.

PSV Eindhoven 

Hans van Breukelen ; Éric Gerets, Berry van Aerle, Ronald Koeman, Ivan Nielsen, Jan Heintze ; Gerald Vanenburg, Edward Linskens, Søren Lerby ; Wim Kieft, Hans Gillhaus (107′ Anton Janssen)
Técnico : Guus Hiddink

Benfica

Silvino Louro ; António Veloso, Dito, Carlos Mozer, Álvaro Magalhães ; Elzo Coelho, Shéu Han, Chiquinho Carlos, António Pacheco ; Rui Águas (57′ Geovanio Vando),Mats Magnusson (111′ Hajry Redouane)
Técnico: Toni

4 – Feyenoord Rotterdam x  Celtic (1970)

O destino foi cruel para os portugueses encarnados. Nas oitavas de final, o Benfica de Eusébio foi eliminado da competição pelo sorteio. Uma moeda levou o Celtic à próxima fase (3×0, 0x3), pois não havia disputa por pênaltis na ocasião!

Depois disso, a chance não abandonou mais os Bhoys (apelido dos jogadores do Celtic), que conseguiram o incrível feito de chegar na final em Milão. Não foi o grande Milan que recebeu em sua casa os escoceses de Glasgow, pois os italianos foram eliminados pelo Feyenoord duas rodadas antes. Foi a primeira final anglo-saxã da história da competição. Uma final entediante protagonizada por dois times glaciais com um futebol chato e pragmático. O gol do título aconteceu na prorrogação graças ao holandês Ove Kindvall. No dia seguinte, uma confusão tomou conta de Rotterdam, a tal ponto que o aeroporto que foi invadido pelos torcedores fazendo com que o avião tivesse que desviar a aterrissagem para Amsterdam.

Feyenoord Rotterdam

Eddy Pieters Graafland ; Piet Romeijn (105′ Guus Haak), Theo Laseroms, Rinus Israël, Theo van Duivenbode ; Franz Hasil, Wim Jansen ; Wim van Hanegem, Henk Wery, Ove Kindvall, Coen Moulijn
Técnico : Ernst Happel

Celtic

Evan Williams ; David Hay, Jim Brogan, Billy McNeill, Tommy Gemmell ; Bobby Murdoch, Bertie Auld (77′ George Connelly) ; Jimmy Johnstone, Bobby Lennox,William Wallace, John Hughes
Técnico : Jock Stein

5 – Estrela Vermelha de Belgrado x Olympique de Marselha (1991)

Uma final entre dois novatos. Todo mundo esperava o grande Milan, o Real, o Napoli ou o Bayern, porém estes quatro grandes da época ficaram no meio do caminho. A final entre o OM e o Estrela Vermelha aconteceu no sul da Itália, em Bari, no estádio San Nicola, no dia 29 de maio de 1991.

O time da ex- Iugoslávia tinha jovens talentos em seu plantel, como por exemplo, Savicevic, Mihajlovic, Pancev e Prosinecki.

Do outro lado, o time do sul da França tinha o artilheiro Jean-Pierre Papin formando a dupla de ataque com o ótimo ganês Abedi Pelé. A zaga era liderada pelo experiente Mozer e pelo lateral direito Manuel Amoros o qual errou a primeira cobrança de pênaltis para os franceses.

Erro fatal, pois o time iugoslavo foi frio o suficiente para não dispersar nenhuma cobrança e conquistar a inédita competição europeia.

6 – Real Madrid x Eintracht Francfort (1960)

Estamos falando da quinta edição da Copa da Europa dos Clubes Campeões.

O Real Madrid venceu as quatro primeiras edições sem muita dificuldade. Na Europa, são poucos os que podiam bater de frente com a máquina merengue. Na verdade, apenas um time podia desafiar o Real, o arquirrival Barcelona.

Treinado pelo competente Helenio Herrera e com ótimos jogadores no ataque, como por exemplo, o brasileiro Evaristo de Macedo, Villaverde, Martinez, Kocsis, Kubala, Czibor e o mutante Luis Suarez. Este Barça, atual campeão espanhol, almejava enfrentar o seu inimigo na final de preferência. Porém o destino quis de outra forma e o clássico ocorreu na semifinal.

Os catalães perderam os dois jogos, 3 a 1 para os merengues foi o placar no jogo de ida e no jogo da volta. E foi o campeão alemão que chegou na final para enfrentar o gigante espanhol. A final foi antológica para o time de Madrid. Primeiro o Santiago Bernabeu teve o seu maior público da história, recorde que perdura até os dias de hoje, 127 621 torcedores. Segundo, foi a goleada imposta pelos merengues por 7 a 3, com destaque para os quatro gols do genial Ferenc Puskás.

Real Madrid

Rogelio Domínguez ; Marquitos, José Emilio Santamaría, Pachín ; José María Vidal, José María Zárraga ; Canario, Luis Del Sol, Alfredo Di Stéfano, Ferenc Puskás,Francisco Gento
Treinador : Miguel Muñoz

Eintracht Frankfurt

Egon Loy ; Friedel Lutz, Dieter Eigenbrodt, Hermann Höfer ; Hans Weilbächer, Dieter Stinka ; Richard Kress, Dieter Lindner, Erwin Stein, Alfred Pfaff, Erich Meier
Técnico : Paul Oßwald

7 – Mônaco  x Porto (2004)

A grande surpresa desta edição foi sem dúvida alguma o time do pequeno principado do sul da França, o qual eliminou o Real Madrid nas quartas de final e o Chelsea na semifinal até chegar na grande decisão.

Seu adversário foi também outra surpresa, não tão grande como a do Mônaco, é claro. O Porto tinha no banco de reservas um desconhecido chamado José Mourinho.

O time português com Carlos Alberto (ex-Fluminense, Corinthians, São Paulo e atualmente no Vasco da Gama) e Deco no meio de campo atropelou o time francês. A final foi na Alemanha na cidade de Gelsenkirchen, no dia 26 de maio de 2004.

O Porto venceu por 3 a 0 graças aos gols de Carlos Alberto aos 39’ do primeiro tempo, o segundo de Deco aos 71’e o terceiro e último foi marcado por Dmitri Alenichev aos 75’.

Porto

Vítor Baía; Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha, Pedro Mendes, Deco (Pedro Emanuel) e Maniche; Carlos Alberto (Alenitchev) e Derlei (McCarthy). Técnico: José Mourinho.

Monaco

Roma; Ibarra, Givet (Squillaci), Rodriguez e Evra; Cisse (Nonda), Zikos, Bernardi e Rothen; Giuly (Prso) e Morientes. Técnico: Didier Deschamps.

8 – Borussia Dortmund x Juventus Turin (1997)


Há quatorze anos que a Alemanha procurava reencontrar o topo da Europa.

Em 1997, a Juventus possuía um grande time. Tudo indicava que a Velha Senhora conservaria a coroa europeia.

O time alemão teve a dura missão de enfrentar nas semifinais o forte time do United, liderado pelo craque francês Éric Cantona.

Nos dois jogos, o time de Sir Alex Ferguson foi superior mas como o futebol é injusto por natureza, os diabos vermelhos perderam para o simpático Dortmund por 1 a 0.

A Juve, que tinha comemorado a eliminação inglesa, tomou um susto ao perder por 3 a 1 para o Borussia Dortmund liderado pelo raçudo Matthias Sammer.

A final foi no estádio Olímpico de Munique no dia 28 de maio de 1997.

A Velha Senhora tinha em seu time titular o bom volante francês Didier Deschamps, o meio campista sérvio Boksic e o genial Zinedine Zidane.

O time alemão liderado pelo impávido libero Matthias Sammer, contava com o bom meio campista português, ex-Juventus de Turim, Paulo Sousa e o atacante alemão Riedle.

O único gol da Juve foi marcado por Del Piero aos 64’. Os dois primeiros gols do Borussia Dortmund foram marcados por Riedle aos 29’ e aos 34’. Ricken fechou a vitória alemã aos 71’.

Borussia Dortmund

Stefan Klos ; Jürgen Kohler, Matthias Sammer, Martin Kree, Stefan Reuter, Paul Lambert, Paulo Sousa, Jörg Heinrich, Andreas Möller (89′ Michael Zorc), Karl-Heinz Riedle (67′ Heiko Herrlich), Stéphane Chapuisat (70′ Lars Ricken)
Técnico: Ottmar Hitzfeld

Juventus

Angelo Peruzzi ; Sergio Porrini (46′ Alessandro Del Piero), Ciro Ferrara, Paolo Montero, Mark Iuliano, Angelo Di Livio, Vladimir Jugović, Didier Deschamps, Zinedine Zidane, Alen Bokšić (88′ Alessio Tacchinardi), Christian Vieri (73′ Nicola Amoruso)
Técnico : Marcello Lippi

9 – Ajax x Panathinaïkos (1971)

“Todo mundo ataca e todo mundo defende”, assim preconizou Rinus Michels, o teórico do “futebol total” e treinador do belo time do Ajax que seduzia o mundo.

Do outro lado, todos esperavam na final o fantástico Estrela Vermelha do genial ponta esquerda Dragan Dzajic.

Os iugoslavos adotavam um jogo ultra ofensivo sem se preocupar com o sistema defensivo.

O Panathinaikos treinado por Puskás surpreendeu o time dos Balcãs vencendo o primeiro jogo por 4 a 1 e o jogo de volta por 3 a 0.

Na final, realizada no velho Wembley, no dia 02 de junho de 1971, o Ajax, sem surpresas, derrotou os gregos do Panathinaïkos por 2 a 0, graças ao gol logo aos 5’ de Dick van Dijk e do gol de Haan aos 87’ fechando a vitória holandesa.

Ajax

Heinz Stuy ; Johan Neeskens, Barry Hulshoff, Velibor Vasović, Wim Suurbier ; Nico Rijnders (46′ Horst Blankenburg), Gerrie Mühren ; Sjaak Swart (46′ Arie Haan),Johan Cruyff, Dick van Dijk, Piet Keizer
Treinador: Rinus Michels

Panathinaïkos

Takis Oeconomopoulos ; Yianis Tomaras, Ánthimos Kapsís, Frangiskos Sourpis, Giorgios Vlahos ; Aristidis Kamaras, Kostas Eleftherakis ; Haris Grammos, Antónis Antoniádis, Dimitrios Domazos, Panagiotis Filakouris
Treinador : Ferenc Puskás
10 – AC Milan  x  Steaua Bucarest (1989)

O mais belo Milan de todos os tempos, composto pelo trio holandês Rijkaard, Gullit e Van Basten.

A grande surpresa desta final foi obviamente o time romeno.

A verdadeira decisão aconteceu na semifinal entre o poderoso Milan e o sempre forte Real Madrid.

No jogo de ida, um empate por 1 a 1 em uma partida truncada. Porém, no jogo de volta, o Milan de Arrigo Saccho massacrou os merengues por 5 a 0 em pleno San Siro.

O time de Milão beirava a perfeição com extrema elegância, virilidade, eficácia e lucidez.

A grande final contra a zebra romena aconteceu no mítico Camp Nou, em Barcelona, no dia 24 de maio de 1989.

O Milan atropelou o Steaua de George Hagi e Lacatus por 4 a 0.

Os gols foram marcados por Gullit aos 17’, Van Bastem aos 26’, Gullit novamente aos 38’e Van Basten fechou a goleada aos 46’.

Milan

Giovanni Galli; Mauro Tassotti, Alessandro Costacurta (74′ Filippo Galli), Franco Baresi(49e), Paolo Maldini ; Angelo Colombo, Frank Rijkaard, Carlo Ancelotti,Roberto Donadoni ; Ruud Gullit (60′ Pietro Paolo Virdis), Marco van Basten

Técnico: Arrigo Sacchi

Steaua Bucareste

Silviu Lung ; Ştefan Iovan, Dan Petrescu, Adrian Bumbescu, Nicolae Ungureanu ; Gheorghe Hagi, Tudorel Stoica, Daniel Minea, Iosif Rotariu (46′ Gavril Balint) ; Marius Lăcătus, Victor Piţurcă.

Técnico : Anghel Iordănescu

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