Blog do Xico Malta

Corinthians 101 anos

Posted in Do Malta by xicopati on 01/09/2011

Parabéns Sport Club corinthians Paulista pelos 101 anos!

Recebi de Mestre Urbano, leitor deste blog e ouvinte da rádio Midiacast, um post comemorativo.

O Maior jogo da história no centenário do maior do MUNDO

Ato 1 – Preparativo ou a maior festa já vista

Faltavam alguns minutos para começar. Na cabine, Osmar, Fiori e Éder disputavam no gogó quem faria o quê naquele jogo.
O ícone do rádio Fiori narraria o primeiro tempo, o intervalo sobrou para Éder que – disseram – não se esforçou por respeito aos mestres. E coube, talvez por destino, ao maior a responsabilidade de comandar o segundo tempo.
No vestiário do adversário, foi unificado o maior poderio para enfrentar o Todo-Poderoso. Começando pelos técnicos escolhidos. Luxemburgo, Muricy e Lula como auxiliares. Porém, foi a Telê que entregaram o poder de decisão.
Robinho caçoava do oponente daquela tarde junto com Chulapa, que só estavam no vestiário para marcar um churras pra depois. O verdadeiro Rei do drible também ficaria fora, em um de seus momentos, Garricha disse que já ganhou uma Copa sozinho e deixaria a festa para o resto. Nas tribunas, ele era visto aos beijos com Elza. Outros que ficaram de fora daquele espetáculo conversavam, lembrando grandes jogos. Cabeção, Zetti e Cyro eram homenageados por Flávio, Toninho, Vavá e Pepe. Ditão, Pedrinho, Mauro Ramos e Dalmo discutiam sobre a importância do ataque e defesa com César Maluco, Balthazar, Liminha e Careca.
Silas, ao lado de Biro-Biro e César Sampaio davam autógrafos. Antônio Carlos, pelo celular, chamava Pellicciari para o churras de Serginho. Este já tinha convidado Zinho, que estava no bar com Carbone, Marcelinho e Pita numa partida de bilhar, Diego faria a próxima dupla com Maldonado, logo depois correriam para o Pacaembu.
Um fuzuê começou quando em uma Kombi chegaram Cléber, Carabina, Narciso, Anderson, Chicão, Rocha e Dias. Na frente vinham Grané e Pita. Já no portão do Paulo Machado, Satanás, Cattani e Poy mal conseguiam defender tantos papéis e canetas dos fãs. Mas uma linha de frente formada por Tevez, Chineisinho, Coutinho e França chegou para salvá-los, pois o jogo estava para começar.
O adversário já se aquecia, quando uma explosão aconteceu, uma explosão de gritos e vivas. O aniversariante entrava em campo, nunca antes tantas vozes se uniram. Não só no estádio público de Sampa que lágrimas e homenagens eram feitas, no interior, litoral, Rio, Minas, no sul e em todo o país e no mundo. O hino alvinegro era cantado. O Corinthians entrava em campo no dia do seu centenário.
Éder falava as escalações e a cada nome, não importando o time, eram gritados. Todos aqueles eram parte daquela história. Vilões e heróis, craques e gênios, raçudos e pegadores. O juiz deu o apito e iniciou o maior jogo da história. Brandão sentou no banco ao lado de Andrés, Vicente e Marlene. Ninguém sabia o que tinha acontecido no vestiário, mas todos jogadores estavam visivelmente emocionados.

Ato 2 – O primeiro tempo ou a primeira parte do espetáculo

Fiore tomava aguá como um perdido no deserto, tantas foram as chances de gol e momentos de tensão, que estava exausto. Foram sete gols só no primeiro tempo.
Sem que ninguém entendesse, no final do primeiro tempo, Carlos Alberto Torres corria atrás do juiz, na verdade atrás da bola, pois aquilo sim era um troféu a ser levantado e levado pra casa. Edmundo também corria atrás do juiz, foi expulso e achava-se injustiçado, mesmo tendo marcado o tento da vantagem dos adversários: um belíssimo voleio após um rebote de Gilmar.
Os “Da Guia” saíam abraçados. O filho elogiava o Divino Mestre pela partida, pois, se o Pelé não tinha feito quase nada, devia-se principalmente a ele, dando seus dribles. Um deles foi no Animal, que fez uma falta e levou seu primeiro canário. O pai vertia o mais orgulhoso dos prantos, pois o “pequeno” Ademir tinha feito um gol maravilhoso de sem-pulo, após um cruzamento de Torres, que roubou a bola do Reizinho do Parque. Rivellino, por sua vez, lembrando o erro de 76, quis apagar na hora sua mácula, deu dois elásticos seguidos, um em Roberto Carlos e outro em Pereyra, e soltou sua patada atômica, sem chances para Marcos que já tinha feito milagre na cabeçada de Casagrande.

Após duas na trave, Teleco matou no peito de costas para o gol como gostava. Delgado, que não conhecia o atacante com a melhor margem de gol do Time nascido no Bom Retiro, aceitou o giro. Era o segundo gol corinthiano. De peito, Clodoaldo tinha feito o terceiro e sem dar tempo de respirar, Roberto Carlos, numa saída impressionante de Pelé fez o quarto. O maior da história não conseguia marcar o seu, saiu de seu pé o passe errado que cominou no terceiro do Time Centenário. Cláudio cruzou como um garçom para Gamarra fazer. O garoto de Três Corações, contrariando o combinado com Müller, pediu para continuar. Esse não teve como negar.

Ato 3 – Intervalo ou Os corinthianos e outros grandes nomes

No intervalo, os comentários dos convidados Falcão, Tostão e Reinaldo, o Rei do Mineirão, clareavam as dúvidas e demonstravam o que só os gênios conseguiam ver. Com amizade renovada, Romário e Zico assistiam ao jogo do novo bar do Baixinho. A música rola com Toquinho, Leonardo e a Rainha do Rock nacional. Tom Zé junto com aquele mundo preto e branco cantou o Hino do Centenário.
Ayrton dava a volta olímpica em seu F1, assim como tantos outros corinthianos famosos a pé.

Chegou a Éder Luiz: o público era maior que o do segundo jogo de 77, fora uma invasão inversa, pois corinthianos de todas as partes tomavam cada espaço. O comando foi passado a Osmar que temia não agüentar narrar o segundo tempo, que prometia, considerando o primeiro.

Ato 4 – Segundo tempo ou Quando uma nação é um time

Recomeçava o jogo, Luizinho entrou para infernizar a zaga. Driblou três e terminou conseguindo uma falta na meia-lua. O Eterno Xodó não teve conhecimento de Milani. Comemorou tirando a camisa e recebeu um amarelo. Por alguns minutos, o jogo praticamente parou. Todos, adversários ou não, olhavam a torcida. Aquela que até agora não tinham parado de cantar, hasteou a maior bandeira já vista no esporte bretão que se estendia pela arquibancada, era tão emocionante que Rincón, Pedro Rocha e Silas limpavam lágrimas nas roupas. Quando as atenções voltaram pro jogo, quem parecia dormir, se ligou no 220. Pelé passou pela nova dupla defensiva, Fábio Luciano e Del Debbio, Ronaldo saiu e o juiz marcou um pênalti, muito contestado. O primeiro homem a fazer 1000 gol desempatou. Além disso, o time reclamou e o juiz deu um amarelo em Neto. Tal foi a raiva do Camisa 10 que pulou a grade e foi acompanhar com a família que tanto o amava.
O Pequeno Polegar pediu pra sair, pois não jogaria com um filho da puta como aquele. Sócrates começou a desequilibrar, jogando de costas mais que muitos de frente, viu o irmão ser substituído por Rivaldo, entraram Ganso e Djalma Santos para fortalecer o adversário, os técnicos acreditavam que não havia mais chances de virada, Ronaldo gordo, como muitos falavam, parecia um poste. Cafu e Bellini estavam muito adiantados segurando o jogo.
Nisso o poder dos mágicos da bola surtiu efeito. Vampeta roubou uma bola de Gerson, que acabou de entrar no lugar de Ganso, infelizmente contundido. Passou Furlan e tocou para o Doutor que, marcado por Djalma Dias e Leonardo, usou seu calcanhar e praticamente lançou o maior artilheiro das Copas, o Fenômeno. Em uma arrancada clássica, Meglávio tentou agarrá-lo, tomou um drible desconcertante. Ceni, que tinha acabado de entrar para tentar bater alguma falta, estava adiantado. Repetiu-se o que os santistas já conheciam. Um golaço. Mas, nisso, o maldito joelho fez com que a esperança saísse de campo.
Já passavam dos 45, para muitos estava de bom tamanho, um belo jogo com gols espetaculares. Lances para história. O Juiz apitou e muitos acreditaram que era o fim, mas foi uma falta sofrida por Idário. Zenon tocou de lado para Belangero que cruzou para areá, na memória de muitos veio a imagem de 77, pois Wladmir testou. A bola foi defendida por milagre por Rogério. Por segundos, nem Osmar narrava, havia um silêncio como nunca se viu em um jogo do Time do Povo. O pé-de-anjo chutou a caminho do gol, mas com uma bicicleta que não pegou direto Leônidas tirou, a bola corria por cima da linha do gol. O Juiz levou à boca o apito.

Ato 5 – O Fim ou Por que nunca deixamos de acreditar

“Confusão na areá, é o bate-rebate, capricha Wladmir. SALVA o goleiro! Chutou Basílio e milagre…milagre, o Diamante Negro impede. A bola rola, Rogério salta, vai acabar, vai acabar o juiz vai apitar e……….GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL, é A FESTA DO POVO, 100 anos, o gol do Centenário é CORINTHIANS, É CORINTHIANS. Apita o árbitro, acabou! É Festa! o coração do mundo inteiro explode de alegria! A Emoção do povo!” Narrou o mestre Osmar por muitos minutos.

Ninguém sabe quem fez o gol, na verdade, pouco importa. Muitos dizem que foi Tupãnzinho como em 90, mas pode ter sido qualquer um, talvez um adversário que queria estar de preto-e-branco e com as armas de São Jorge. Talvez fosse eu, pois foi intenso o desejo. Talvez você que mal conhece tantos heróis. Porém, sabemos, que não importa quem foi, foi um CORINTHIANO.

Ato 6 – Palavras do Autor ou Palavras de um torcedor

Não sou um poeta da música como Toquinho ou conhecedor de tudo como Unzete. Nem artista como Mazzaropi. Não tenho o potencial que Olivetto tem para ajudar e nem posso fazer gols como os primeiros heróis, Neco e Amilcar. Porém, como todos, posso declarar meu amor e orgulho. Até palmerense, o Beting, está muito a minha frente na forma de expressar um sentimento pelo Corinthians.
Muitos alcançaram glórias, que eu e meus irmãos alvinegros desejamos, mas nenhum deles terá o que conseguimos muito antes de nascer, sermos Corinthianos.

Os times

Corinthians

Gilmar – Zé – Maria – Oreco – Domingos da Guia – Gamarra – Dino Sani – Basilio – Rivellino – Claudio – Teleco – Casagrande

Reservas
Ronaldo – Wladmir – Idário – Fabio Luciano – Del debbio – Rincón – Vampeta – Belangero – Sócrates – Zenon – Neto – Luizinho – Ronaldo

Outros corinthianos
Neco – Amílcar – Satanas – Cabeção – Grané -Ditão – Anderson – Chicão – Biro Biro – Rato – Marcelinho – Carbone – Garrincha – Flavo – Balthazar – Tevez

Adversário

Marcos(SEP) – Roberto Carlos(SEP) – Carlos A. Torres(Santos) – Delgado(Santos) – Dario(SPFC) – Clodoaldo(Santos) – Ademir da Guia(SEP) – Raí(SPFC) – Edmundo(SEP) – Pelé(Santos) – Canhoteiro(SPFC)

Reservas
Milani(Santos) – Rogerio Ceni(SPFC) – Djalma Santos(SEP) – Cafu(SPFC) – Leonardo(SPFC) – Bellini(SPFC) – Oscar(SPFC) – – Luis Pereyra(SEP) – Waldemar Fiúme(SEP) – Meglávio(Santos) –Rivaldo(SEP) – Ganso(Santos) – Pedro Rocha(SPFC) – Leonidas(SPFC) – Müller(SPFC)

Outros jogadores por time

Palmeiras
Mazzola – Djalma Dias – Leão – Catani – Arce – pedrin ho – Antonio Carlos – Bianco – Cléber – Valdemar Carabina – César Sampaio- Del Nero – Alex – Zinho – Leivinha – Pelliccciari 0 Djalminha – César Maluco – Chinesinho – Evair – Liminha Vavá-

Santos
Cyro – Lima – léo – Dalmo – Calvet – Narciso – Joel – Maldonado – Zito – Giovanni – Robinho – Chulapa – Diego – Ailton Lira – Coutinho – Pepe

São Paulo
Pé de Valsa – Forlan – Cyro – Poy – Zetti – Seginho – Zé Teodoro – Mauro Ramos – Dias – Ricardo Rocha – Toninho Cerezo -Silas – Chicão – Pita – Albella – Pardal – França

Convidados
Falcão(int) – Romario(Vasco) – Zico(Flamengo) – Reinado(galo mineiro) – Tostão(Cruz)

Abs a todos. O último começa a reza para que esse jogo aconteça sempre nas nossas imaginações

Uma resposta

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  1. Ricardo Urbano said, on 01/09/2011 at 11:57

    Obrigado por colocar meu texto, caro Xico.

    Vai Corinthians.


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