Blog do Xico Malta

O Schindler de bicicleta

Posted in Do Malta by xicopati on 25/02/2011

De Xico Malta

O charmoso “Tour de France”, nos últimos anos, sofreu prejuízo de imagem por conta dos sucessivos casos de doping. Em 2008, o rigor está maior que nunca.

Mas a competição secular obteve tanto prestígio por causa de atletas exemplares, verdadeiros heróis do esporte.

No rol de seus principais campeões está o ciclista italiano Gino Bartali (18/07/1914 – 5/05/2000).

No entanto, não foi somente nas pistas que o italiano se destacou. O Ginettaccio, assim era carinhosamente chamado, tornou-se um exemplo de altruísmo durante a Segunda Guerra Mundial.

Gino Bartali foi uma espécie de “Oscar Schindler” sobre duas rodas.

A Guerra
De setembro de 1943 até maio de 1944, quando as competições ciclísticas estavam suspensas por causa da guerra, Bartali decidiu ser o “carteiro” de uma rede de resistência, organizada pelo judeu Giorgio Nissim.

Essa organização de ajuda aos judeus refugiados recebeu o importante apoio de um grupo católico, formado por padres oblatas de Lucca, o arcebispo de Genova, frades franciscanos e irmãs da Ordem de Santa Clara.

Bartali pedalava de Florença até Assis, passando por paróquias e conventos, onde ficavam escondidos os judeus, levando sob o selim de sua bicicleta, carteiras de identidade falsificadas.

Graças a essas falsificações e a coragem de Bartali, mais de 800 judeus foram salvos da barbárie nazista.

O reconhecimento
A prefeitura de Florença consagrou um “Jardim dos Justos no Mundo” onde cada árvore simboliza os homens que se dedicaram a salvar vidas.

A primeira foi plantada em homenagem ao florentino Gino Bartali.

Paolina Meyer, sobrevivente do holocausto graças às pedaladas do campeão, veio especialmente de Jerusalém para a solenidade.

Bartali também foi homenageado post-mortem com a honrosa condecoração da República Italiana a “Medaglia d’oro al Merito Civile”.

As conquistas
Ginettaccio teve em seu currículo uma extraordinária lista de troféus, tornando-se um verdadeiro mito da história do ciclismo italiano. Os números confirmam: Ele ganhou duas vezes a volta da França (1938 e 1948), três vezes a volta da Itália, o famoso “Giro d’Italia (1936, 1937 e 1946), mas também a corrida Milão – San Remo (1939, 1940, 1947, 1950), três voltas da Lombardia (1936, 1939, 1940), duas voltas da Suíça (1946, 1947), quatro vezes campeão da Itália (1935, 1937, 1940, 1952), cinco voltas da Toscana (1939, 1940, 1948, 1950, 1953); três voltas do Piemonte (1937, 1939, 1951); dois campeonatos de Zurich (1946, 1948); duas voltas da Emilia Romanha (1952, 1953); duas voltas da Campania (1940, 1945); a copa Bernocchi (1935), a corridaTre Valli Varesine (1938),a volta da Suíça Romanda (1949) e a volta do País Basco(1935).

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