Blog do Xico Malta

Do Blog do Birner

Posted in Do Malta by xicopati on 26/01/2011

Publico, abaixo, o post do meu amigo Vitor Ernesto Birner sobra a estréia do Corinthians na libertadores de 2011.

Fui citado neste artigo.

Desabafei com meu amigo jornalista que o Corinthinas não deveria mais jogar tal competição. Se um dia ganharmos, temo que o clube da Zona Leste paulistana perca sua identidade.

Vitor afirma que isso é uma tremanda bobagem, que é um discurso derrotista cheio de traumas.

Posso responder apenas por mim e não pelos outros fanáticos corintianos.

Não ter uma libertadores não significa que somos pequenos. Somos apenas diferentes, e foi por isso que me apaixonei pelo Corinthians.

23 anos sem títulos, paulista de 1977, invasão do Maracanã e a democracia corintiana são para mim diferenciais mais relevantes que 20 títulos de Libertadores!

Absurdo?  Talvez, porém diferente na forma de amar o clube.

Quando ouço dos caros torcedores rivais que o Corinthians não tem a libertadores, sinto no deboche, uma extrema necessidade de ter o Corinthians no rol dos campeãos desta copa sulamericana. Como se precisasse dele para que de fato a competição alcance sua devida grandeza.

Somos grandes em paixão e fidelidade. Temos um amor incondicional pela instituição chamada Corinthians. Alguém conhece um clube no Brasil que ficou 23 anos sem ganhar título e sua torcida apesar disso não parou de crescer? Como bem disso Juca Kfouri, no Corinthians, o título é apenas um detalhe.

De Vitor Birner

Medo

O Corinthians tem mais adversários que os outros postulantes ao título da Libertadores.

Bruxas, fantasmas, monstros invisíveis e sei lá mais quem assustam o time e a torcida na competição.

Ano passado, após a eliminação diante do Flamengo, meu amigo Xico Malta, que vai à maioria dos jogos, afirmou: “O Corinthians não tem que jogar mais a Libertadores. Chega. Nós (corintianos) não precisamos deste título”.

Ouvi o mesmo discurso doutras pessoas próximas, além de torcedores e jornalistas, que não direi o nome, pois alguns sequer se assumem corintianos publicamente.

O fenômeno da repetição da mesma bobagem por gente que nem se conhece mostra o trauma da equipe no torneio.

A idéia derrotista e medrosa não combina com o tamanho do Alvinegro.

O Corinthians pode ser campeão da América como qualquer outro time grande brasileiro.

Mas, sem dúvida, enfrenta mais adversários que o necessário.

Os tais assustadores inimigos inexistentes.

Uma hora será campeão. Resta saber quando.

Pressão

São Paulo, Santos e Palmeiras, os 3 outros grandes paulistas, já conquistaram o torneio.

A pressão para vencer a Libertadores é realmente gigantesca no Parque São Jorge.

Na hora da dificuldade, quando aparecem os obstáculos mais complicados, a história pesa.

Não importa se no time atual ninguém, por exemplo, participou dos fracassos diante do Palmeiras em 99 e 2000.

Se houvesse outro confronto entre os clubes, e a decisão fosse nos pênaltis, os atletas do Alvinegro sentiriam o peso.

O futebol é assim.

O desespero de causa atrapalha, mas quando o time consegue o objetivo, a agonia vira desabafo e alegria inexplicáveis.

Quem viveu o jejum de títulos, e a quebra do mesmo em 77, entende isso.

Se o Corinthians tivesse sido campeão em 74, o impacto da vitória em 77 seria bem menor.

Inclusive se os jogos, resultados, atletas, torcedores, local, circunstâncias e adversário fossem extaamente iguais.

Assim somos nós, seres humanos, seja qual for a paixão clubística.

Responsabilidade deles é maior

Ronaldo e Roberto Carlos são mais bem-remunerados que o restante do elenco.

Eles, ao longo de suas carreiras, jogaram futebol em nível mais alto que a gigantesca maioria, venceram Copa do Mundo, campeonatos por clubes fora do Brasil…

Quando houver situações tensas, os 2 precisam liderar os demais.

Precisam justificar a fama, e o paulistinha não serve de referência.

Tem que ser na Libertadores.

Mais garra

O Corinthians, mesmo turbinado pelo centenário, não foi mais guerreiro que a média nas oitavas-de-final, em 2010, quando foi eliminado pelo Flamengo em má fase.

Eu esperava isso dos atletas. A torcida também.

Na reta final do brasileirão, também achei que a dedicação dos jogadores foi comum.  Contra o Goiás, inclusive, faltou esforço.

O elenco é praticamente o mesmo.

A atitude em campo precisa mudar.

Futebol

O Corinthians, em campo, não está bem.

O tempo de preparação para encarar o Deportivo Tolima foi pequeno.

E os defeitos no início da atual temporada lembram os do ano passado.

Faltou criatividade ao meio-de-campo para ser campeão brasileiro. No paulistinha, o mesmo problema tem aparecido.

O adversário

O Deportivo Tolima tem pouca responsabilidade.

A classificação para a fase de grupos seria uma façanha, e o fracasso normal.

A responsabilidade de classificação é corintiana. Os comandados de Tite são favoritos.

Não conheço o adverário.

Perdeu 7 jogadores do time semifinalista da Copa Sul-Americana (superior ao campeão Independiente beneficiado por erros de arbitragem), contratou 9, e disputou amistosos no Equador para se preparar.

O técnico Hernán Torres pretende escalar 5 jogadores no meio-campo, 4 atrás e um atacante.

Quer ver seu time trocando passes para irritar o anfitrião e evitar a pressão.

É realmente a melhor tática para enfrentar o Corinthians com obrigação de vencer bem.

Vamos ver se se tem qualidade.

O Deportivo Tolima, se mostrar futebol parecido com o do ano passado, é inferior ao Alvinegro, entretanto pode dificultar a vida do favorito.

Comentário

Logo após o jogo, blogarei o comentário.

De Xico Malta

P.S.: Para mim o fator que deve complicar a vida do Corinthians está no banco de reservas e se chama Tite. Complexo e sem pragmatismo, o técnico gaúcho tem como principal característica a retranca. Pensa pequeno, não está a altura de um grande time de futebol. Prolixo, ele não consegue dar ao time que comanda criatividade no meio de campo. Não precisamos voltar muito no tempo e constatar o fracasso no Internacional de Porto Alegre em 2009 quando tinha nas mãos o melhor elenco do Brasil. Em seu currículo conquistou apenas campeonatos gaúchos, uma copa do brasil e uma sulamericana. Rebaixou o Atlético Mineiro em 2005. Ou seja, muito pouco pra quem exerce o cargo de treinador desde 1990 (21 anos)! Acho que ele não dura até o final do semestre.

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